Foi divulgada na tarde de hoje (5), uma entrevista da Kathryn Newton para a revista americana Harpers Bazaar, onde ela fala sobre o cancelamento da sua série, The Society, que já estava renovada mas acabou sendo cancelada por conta da pandemia do Corona vírus e seu novo filme, Freaky, que estreia dia 13 de novembro nos Estados Unidos. Confira a entrevista traduzida abaixo:

Quando Kathryn Newton aparece no Zoom – um pouco atrasada mas lindamente afobada – ela oferece uma explicação: “Eu não estou pronta pra ser humana de novo.” E eu sei o que ela está falando. “É a quarentena,” ela adiciona. “Porque ter um compromisso é tão difícil? Eu estou acostumada a fazer sete coisas por dia. Na quarentena, eu tenho uma coisa, e eu não consigo fazer.” Ela revira os olhos pra si mesma, dá risada, joga seu cabelo pro lado. As coisas estão estranhas ultimamente, ela está no meio da promoção de um filme totalmente estranho. O que fazer a não ser ir na onda?

A estrela de 23 anos, que se tornou favorita dos fãs por suas aparições em The Society, Pokémon Detective Pikachu, Supernatural e Big Little Lies, exala uma combinação perfeita da geração Z e legal nível Instagram. Ela é uma golfista, o rosto da linha feminina da Ralph Lauren, e também estrela no filme de troca de corpos com Vince Vaughn chamado Freaky. Ela ama Pokémon. Ela usa Valentino. Ela atravessa os mundos com facilidade.

Em Freaky, que estreia no dia 13 de novembro, ela interpreta Millie, uma estudante do ensino médio que acidentalmente troca de corpo com um assassino em série conhecido como The Butcher, interpretado por Vaughn. Ela tem 24 horas para trocar de volta antes de ficar presa no corpo dele para sempre, e enquanto isso, o assassino – andando por aí na pele dela – está querendo matá-la. Enquanto Newton se prepara para seu próximo filme, The Map Of Tiny Perfect Things, enquanto supera o cancelamento de The Society, a Bazaar.com interrompe sua quarentena para saber o que anima ela durante um ano imprevisível.

Como foi o processo, fisicamente, de interpretar um assassino em série… Em um papel engraçado?
No começo, Vince e eu fizemos um ensaio de dança. Foi a primeira vez que nos conhecemos. Então, imediatamente, começamos a imitar um ao outro, e ele ficou muito bom e imitar a maneira que eu corro. Ele colocou as mãos pra cima e disse, “É assim que você corre, Kathryn.” E eu fiquei meio, “Eu não sei se deveria ter vergonha disso ou impressionada com o quão bom você é em ser eu.”

E então desenvolvemos trejeitos para o Butcher e a Millie, para que pudéssemos ter um começo. Eu sou bem atlética, então antes de filmar, eu estava treinando muito todos os dias, ficando em forma. Quando você faz um filme assim, tem muita cena de ação e muita fisicalidade que você tem que trazer para o papel. Acho que ser atleta me ajudou muito no set. Quando você é forte em seu próprio corpo, você se sente sem limites.

Preciso saber mais sobre como você ensinou Vince Vaughn no processo de atuar como uma adolescente.
Sentamos em uma sala com Chris Landon, nosso diretor, e eu fazia as cenas com ele, e ele seria a Millie na cena, e eu seria o Butcher. E então trocávamos, eu seria Millie e ele o Butcher. E não parávamos até sentir que alguém ia matar alguém. E assim que chegávamos lá, ficávamos tipo, “Ok, acho que conseguimos. Acho que podemos fazer esse filme agora.”

Você joga em torneios de golfe desde que tinha oito anos de idade. Como você tira tempo para aperfeiçoar o esporte enquanto cresce na carreira de atriz?
Bom, sempre fui muito sortuda de ter crescido no campo de golfe. Então o golfe sempre foi parte da minha vida. E no set, eu sempre levo meus tacos. Sempre jogo nos fins de semana. E muitas pessoas jogam no meio artístico. Então agota, até meus melhores amigos estão aprendendo golfe na quarentena.

Você tem objetivos específicos para sua carreira no golfe?
Oh, sim. Um dos meus objetivos é, estou trabalhando na minha linha de golfe. Tenho uns desenhos. Estou esperando o momento pra lançar. E então, meu objetivo final é ter um evento de caridade um dia, meu próprio torneio. E objetivo pessoal é jogar em um torneio profissional. Eu vivo dizendo pra mim mesma, “Você vai fazer isso esse ano.” E adivinha? Eu tenho tempo agora por conta da quarentena, então está definitivamente na minha lista.

Mas sou sortuda de ter feito essa parceria com a Ralph Lauren para ser o rosto da marca. Foi um sonho meu durante a vida toda. Eu estava usando Ralph Lauren desde que era bebê no campo de golfe, então combinou com quem eu sou a vida toda.

Um dos seus projetos mais recentes que ganhou uma grande fã base foi The Society. No final de agosto, você recebeu a notícia do cancelamento pela Netflix. Qual foi sua reação?
Estávamos há duas semanas de começar a gravar a segunda temporada, e eu recebi a ligação do criador, Chris Keyser, e eu podia notar o quão triste ele estava. Parecia que ele ia chorar. E então, estávamos todos chorando. Fizemos uma ligação no Zoom. Todos descobriram juntos.

Quando você faz projetos com pessoas da sua idade, especificamente, você cria uma ligação como amigos do ensino médio. Então quando eu estava olhando os rostos deles, eu estava pensando em como vamos ter isso pra sempre, e que criamos isso que estará no mundo pra sempre. Eu queria que pudéssemos ter terminado a história porque os fãs merecem saber, mas às vezes tem tanta coisa acontecendo no mundo, e o COVID é real, e temos um grande elenco. No momento, não era possível criar um ambiente seguro, eu acho. Então temos que esperar e ver se um dia vamos descobrir quem é o pai do bebê da Becca, porque eu estou morrendo de curiosidade.

Se a série for revivida um dia, você iria querer se envolver?
Oh, sim. Quer dizer, já estamos conversando sobre maneiras de isso acontecer. E assim que descobrimos, ficamos meio, “Como podemos fazer isso? Não podemos fazer três episódios? Não podemos fazer um episódio? Não podemos fazer um podcast?” Eu queria estar no comando, porque eu trabalharia nisso todos os dias.

Em uma das suas outras séries de grande renome, Big Little Lies, você interpretou a filha da Reese Whiterspoon. Qual foi o melhor conselho que ela te deu, e vocês ainda conversam?
Sim, ainda conversamos. Eu sempre ligo pra ela quando tenho uma questão, uma grande questão. Estou naquele momento onde você está tomando decisões na carreira. Talvez pensando sobre produzir ou escrever. E ela é uma pessoa que me ajudou a construir minha confiança. E a coisa número 1 que aprendi com ela recentemente é me inspirar.

Então eu assistia ela no set, e a maneira que ela se portava, ela me inspira. Então é algo que eu estou aprendendo pra sempre ter, esse senso se inspiração.

Se você pudesse fazer o reboot de qualquer filme, terror ou qualquer outro gênero, qual você faria?
Oh, “As Duas Feras” com Katharine Hepburn seria ótimo. Você imagina fazer isso hoje? Você teria um tigre. Isso seria legal. Eu também adoraria fazer “O Calhambeque Mágico”.

O que você diria que é o ponto mais alto da sua carreira até agora?
A primeira coisa que veio na minha mente foi ir ao Japão para a promover Detetive Pikachu. E a razão pela qual Pokémon vem a mente é porque sempre foi uma grande parte da minha infância. E então, eu pude ir ao Japão, e vi tudo vir a vida na minha frente. Isso é grande pra muita gente. Isso mudou minha vida. Foi tipo, uma montanha russa. Eu fui de Lady Bird para Three Billboards para Big Little Lies e Pokémon.

Qual seu Pokémon favorito?
Meu Pokémon favorito é o Mew. Sim, mas, vamos ser reais. Agora é o Psyduck, porque ele era meu parceiro. Temos uma ligação pra vida toda.

Qual filme você não parava de assistir enquanto crescia?
“Quase famosos”. Acho que era a música rock. Ela muda você. Fica na cabeça, afeta sua alma. E então assistir esse filme, eu queria ser sequestrada por estrelas do rock. Eu provavelmente vi esse filme umas cem vezes.

Qual foi sua primeira crush celebridade?
Eu amo o Bieb. Quando ouvir “Boyfriend” pelo Justin Bieber pela primeira vez, eu pensei, “É isso. Isso é amor.” Mas não sei. Eu também era apaixonada pelo Mick Jagger. Eu assistia seus clipes antigos, performances antigas e muitas entrevistas. E eu ficava meio, “Ele é a essência da palavra legal.” E eu não sou tão legal então acho que me atraí por isso.

Você ganhou uma reputação por amar poodles demais. Qual a história deles?
Você também os amaria. Eu cresci com um poodle chamado Snowball, e ela viveu até seus 18 anos. Eu estava filmando Detetive Pikachu, e ela nos deixou quando eu não estava. E parece que ela sabia que estava na hora de ir. E amávamos ela demais. Não conseguíamos ficar sem um poodle. E então agora temos três, e foi tudo por acidente. Não era pra ser assim. Minha vida não era pra ser controlada por cachorros, mas aqui estou. Eu coloco minha cachorrinha Little na minha bolsa, e eu levo ela para o cinema. Eu levo ela pro restaurante. Não conte pra ninguém.

O que te levou a The Map of Tiny Perfect Things?
The Map of Tiny Perfect Things foi um projeto inesperado. Eu estou tão apaixonada por esse filme. Eu vi algumas partes dele e é tão lindo. É sobre uma menina que não consegue deixar pra trás algumas coisas que aconteceram na sua vida. E é sobre amor, sobre primeiro amor, mas ainda mais sobre… Sabe quando algo ruim acontece na sua vida e você fica ali parado? Acho que acontece com muita gente quando somos jovens, ficamos ali, parados. E é sobre essa menina superando isso e se tornando uma versão melhor de si mesma.

Acho que nem é um filme de jovens. Eles não me disseram como vão lançar ainda, se vão lançar como um romance jovem adulto. The Society era jovem adulto. Esse filme, não consigo descobrir. E acho que isso o torna tão especial. É só uma história que todos vão se identificar. E é o primeiro filme que eu sinto que é MEU filme.

Fonte: Harpers Bazaar

Confira a foto divulgada da sessão de fotos em nossa galeria:

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